segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Infografia na Mediação Cientista x Jornalista

    Com o intuito de enriquecer nossas discussões em torno da semiótica, sugiro a leitura da comunicação "A infografia na mediação cientista x jornalista - Uma análise introdutória", de Ana Paula Machado Velho, publicada no XXIV Congresso Brasileiro de Comunicação, de 2001. 
    No referido trabalho, Ana faz uma  análise focada nas questões que envolvem a construção da mensagem jornalístico-científica, discutindo exatamente como os acadêmicos criticam a maneira simplista com que os jornalistas elaboram as matérias sobre ciência nos jornais impressos, e como os membros da comunidade científica elaboram seus textos de acordo com as regras do discurso acadêmico, um discurso hermético ao leitor médio, o que esbarra nas regras do jornalismo prático.
    É justamente esse contraste de discursos o desafio ao desenvolvimento do jornalismo científico. É preciso encontrar um caminho que possa oferecer à divulgação científica uma nova roupagem, uma nova forma. Uma proposta é a utilização da infografia – a informação contextualizada em imagem – neste processo.



Artigo completo disponível em:
http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2001/papers/NP15VELHO.PDF

Infográfico: Revista Superinteressante.

Sustentabilidade e Comunicação

Greenpeace faz teaser com símbolo chinês para "água"


O símbolo usado pelos chineses para representar a água aparece em manequins que o Greenpeace está espalhando por diversos lugares do mundo, os "水 MEN". A estratégia é o teaser da próxima campanha da entidade, que provavelmente envolverá a discussão sobre o uso da água e sua preservação.
Como parte da estratégia, o Greenpeace não está divulgando nenhum dado sobre a campanha, mas envia emails a sua lista de endereços cadastrados avisando que irá notificá-los assim que a campanha for lançada. Ou seja, uma típica estratégia de teaser, um recursos que o Greenpeace sabe utilizar bem., mobilizando a opinião pública e gerando notícia pela própria campanha.
Fotos dos manequins em várias cidades do mundo estão disponíveis aqui
O que fica faltando é uma medição da efetividade das iniciativas.

Fonte: Blog Comunicação na Sustentabilidade (http://comunicacaonasustentabilidade.blogspot.com.br)

Signos de reciclagem em embalagens: um tiro que saiu pela culatra

A valorização da reciclagem de resíduos no Brasil levou algumas indústrias a inserirem ícones que sugerem o potencial reciclável dos materiais em seus produtos e embalagens. Indústrias de vidro, plástico, papel/papelão, alumínio e aço desenvolveram signos padronizados para cada material, em parceria com o CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem, entidade voltada para o incentivo da reciclagem no país.
Este código facilitaria a identificação e separação dos materiais para reciclagem, ajudando "a criar uma consciência ecológica nas pessoas, ao passarem a conviver com esses ícones". A intenção era de que tais signos não fossem "armas de venda" e nem uma garantia de "que o referido produto seja ecologicamente correto ou mais reciclável que o do concorrente".
O que ocorre na verdade não é bem isso. Valendo-se da inexistência de programas de orientação ao consumidor, que quase sempre não entende o real significado dos referidos ícones, as indústrias se utilizam destes com caráter fortemente mercadológico, contribuindo para uma "pseudo consciência" ecológica baseada em alguns mitos.
Um primeiro mito é o da reciclagem garantida, pois tais ícones não determinam que os materiais sejam efetivamente reciclados, mas apenas indicam que os materiais são potencialmente (e tecnicamente) recicláveis.
Na Holanda, por exemplo, a rotulagem tem maior credibilidade, e os ícones só podem ser usados se houver coleta e destinação disponíveis para o público "alvo" dos mesmos.
Outro mito é o relacionado a uma possível “reciclagem infinita”, com ícones que sugerem um ciclo fechado, perfeito, como se uma caixa de papelão descartada, por exemplo, pudesse se transformar em outra, e esta em outra, eternamente.
Mesmo com os avanços rumo à utilização parcial de PET (Politereftalato de etileno) reciclado em garrafas, a produção de novas garrafas continua dependendo da exploração de sua matéria-prima base, o petróleo. Nesta situação, portanto, o ícone do ciclo fechado estaria iludindo o consumidor. Puro engôdo!
Por fim, há o mito da embalagem ecológica, baseado no fato de que as embalagens descartáveis são apresentadas como modernas e práticas, uma tendência do mercado, inclusive internacional. O consumidor, portanto, (des)orientado pela propaganda e induzido pelos signos da reciclagem, passa a comprar embalagens descartáveis achando que está, necessariamente, ajudando a preservar o ambiente.
Desta forma, os ícones da reciclagem inseridos em produtos e embalagens, supostamente com o intuito de facilitar a identificação e separação de materiais/resíduos e, em última análise, diminuir o volume de lixo destinado a aterros e lixões, têm causado o efeito oposto. Para “alívio de consciência” do consumidor, e como apelo mercadológico para o produtor, os ícones vêm incentivando a descartabilidade, legitimando o desperdício e aumentando a quantidade de lixo gerado nas cidades.
A rotulagem de natureza ambiental pode, sim, se constituir em uma informação útil, mas desde que acompanhada de um programa de orientação ao consumidor e de coleta seletiva e recuperação de materiais realmente eficientes. Há que se esclarecer o significado e as reais intenções por trás do uso de signos da reciclagem, para que a população faça suas escolhas de consumo de forma mais responsável e menos utópica.
Fonte:
Revista digital Água on Line (http://www.aguaonline.com.br)


sexta-feira, 20 de julho de 2012

O abuso do termo sustentabilidade


As imagens surrealistas do século XX, são bastante esclarecedoras quando o assunto é sustentabilidade. Partindo da definição criada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em 1972, pela então premier da Noruega,  GroBrundtland. É de obvia  compreensão que "sustentado" estabelece claramente um prazo de legitimidade, na compreensão  de  não se conhecer no domínio do universo físico, qualquer coisa que se apresente sustentado perpetuamente. De modo que, a rigor, nada é perpetuamente sustentado ou sustentável. Qualquer proposta que não envolva o prazo de rediscussão se assemelhara a um quadro surreal impressionista. 

Do Pictograma ao Texto Digital


A necessidade de expressar pensamento, ideias e sentimentos e poder registrá-los, surgiu com o homem primitivo no tempo das cavernas, quando este começou a gravar imagens nas paredes.
Em época bastante remota, homens e mulheres utilizam figuras para representar cada objeto. Esta forma de expressão é chamada pictográfica. O uso de imagens para  registrar as informações fez com que  de alguma forma se construíssem  progressivamente sistemas de representação. Desenvolvida também para guardar os registros de contas e trocas comerciais
A fase pictórica apresenta uma escrita bem simplificada dos objetos da realidade, por meio de desenhos que podem ser vistos  em cavernas. Como acontece nas cavernas do noroeste do Brasil.
O passo seguinte na expressão do pensamento humano foi a construção de ideogramas, como a escritas sumérias, minóica, chinesa e hieróglifos egípcios. Figuras associados à imagem que se queria registrar, mas sem uma imagem ou figura que representasse uma idéia, tornando-se posteriormente uma convenção de escrita. Os leitores dependiam do contexto e do senso comum para decifrar o significado.








A invenção de um alfabeto silábico (característica das línguas semíticas) e posteriormente fonético ( proposta pelos fenícios aperfeiçoada pelos gregos) é apontada como  uma revolução na expressão do pensamento humano, permitindo a criação de conceitos  abstratos, filosofia, poesia e ficção.
Os passos seguintes foram mais tecnológicos do que conceituas, como a produção de livros de materiais mais resistentes e adequados ao manuseio e finalmente a invenção da imprensa em1450, na Alemanha por Gutenberg.  As revoluções tecnologias em pouco ou nada mudaram a idéia inicial da escrita. E isso é fácil comprovar.





Votamos a usar a Escrita Pictográfica, que chamamos de “icônica”.