quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sustentável


A visão conservadora de Desenvolvimento Sustentável defendida pelo sistema vigente afirma que é possível realizar um Desenvolvimento Sustentável, ou seja, um crescimento econômico conciliado com a preservação do meio ambiente.  A idéia de um “Desenvolvimento que atenda as necessidades atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender as suas próprias necessidades” (CAVALCANTI et al, 1995) é valorizada e enfatizada na atual conjuntura econômica. Os problemas ambientais a partir dessa perspectiva conferem aos impactos humanos um processo externo ao processo de produção.  Não leva em consideração a pobreza, a superpopulação, o processo produtivo, o consumismo, entre outros comportamentos que predominam na sociedade contemporânea. 
CAVALCANTI, Clóvis (org)  Desenvolvimento e natureza – estudos para uma sociedade sustentável, São Paulo: Ed. Cortez, 1995, 460 p.

domingo, 13 de maio de 2012

Sustentabilidade


De quem é a responsabilidade?

Diversas são as oportunidades que os profissionais da educação têm de se deparar com o emprego da palavra Sustentabilidade. Nesse momento, sobretudo, a palavra vem sendo empregada com maior frequência pela ocorrência da Rio + 20, que vem obrigando  as múltiplas esferas governamentais a relembrar compromissos assinados durante a Eco 92. Cursos de capacitação ou extensão são propostos no momento, buscando maior atuação desses profissionais na efetivação direta de compromissos assumidos há 20 anos ou reassumidos neste ano. 
Uma problemática, no entanto, se refere ao tratamento das questões ambientais. Novamente nos deparamos com a questão do lixo e da reciclagem colocada em primeiro plano pelos meios de comunicação, e, principalmente, com a responsabilização individual "jogada" aos cidadãos comuns.
Não se pode cair em um reducionismo de que, se a maior ocorrência da poluição é culpa das multinacionais e de países que não o nosso, então nada devemos fazer. Porém, o professor (e outros profissionais da educação), ao desenvolver, dar continuidade e efetividade ao proposto em seu trabalho, deve fazer uma análise criteriosa do material e discurso empregado ou reproduzido, favorecendo a formação de opiniões e não reproduzindo a culpabilização pura e simples da população. Verdade é que o aprendizado ocorre de maneira efetiva quando o indivíduo dá sentido e concretude ao trabalhado em sua vivência, mas isso não pode e não deve mascarar a realidade econômico-social atual. Contribuições que reduzam a emissão de lixo, melhorem o cotidiano e a vida das populações mais carentes são e sempre serão bem-vindas, o que não é bem-vindo é o engodo de que somente redução individual do lixo é a solução para todos os males, quando o consumo não é reduzido e quando interesses econômicos são priorizados. 

                                                                                                  Lis Lopes Dutra

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Seminário na UERJ - Sustentabilidade





Seminário na UERJ no auditório 51: Rio +20 A NATUREZA É MERCADORIA?

15 de maio às 18:30h (terça-feira)

Debatedores:

Carlos Vainer - IPPUR
Sandra Quintela - PACS
Renato Cinco - Sociólogo


O Seminário ”Rio+20: a natureza é mercadoria?” abordará temas como ”Ecomomia Verde” e “Desenvolvimento Sustentável” e terá como debatedores Carlos Vainer – IPPUR, Sandra Quintela – PACS e Renato Cinco – Sociólogo. Será discutida ainda a relação de nossa sobrevivência com as grandes corporações, as influências que o enriquecimento de banqueiros e empresários traz, além de questionar qual legado deixaremos para nossos filhos.

Sustentabilidade

Ser ou não ser...eis a questão.

Sustentabilidade está ligada a preservação da natureza e de todos os elementos que a integram, sejam bióticos ou abióticos. A vida na biosfera deveria ocorrer em equilíbrio. Nós, seres humanos, fazemos parte de um ecossistema que procura manter uma homeostase constante. Mas, o que se vê não é bem isso...
A interação existente entre os seres humanos e todos os elementos que compõem a biosfera não tem sido equilibrada. O sistema capitalista disseminou a herança do consumo, da extração e do uso indevido da natureza. O interesse financeiro suplanta os interesses comuns e a busca pela sustentabilidade se perde em meio a tanta ambição. A interação dos seres humanos com a natureza ainda não se tornou sustentável. Precisamos, enquanto parte consciente deste sistema, conquistar a qualidade de ser sustentável para que a interação entre os elementos do nosso ecossistema seja harmônica. Está em nossas mãos conquistar essa qualidade, mesmo que sejamos nutridos por uma utopia necessária. Esta utopia pode ser o alento que nos estimulará a realizar ações em prol da preservação das espécies e do meio onde todos vivemos.   

 


Sustentabilidade (Sustentável + i + dade) ou Sustentabilidade (Sustentável + Idade)?
Por Luciana Gomes
Pela norma culta a palavra sustentabilidade é assim formada: a palavra “sustentável” mais a incidência da letra “i” e o sufixo “dade”. Este sufixo -dade tem “como origem o sufixo latino -tati e forma substantivos abstratos que designam qualidade, modo de ser, estado e propriedade” (PEZATTI, 1990, p.156).
No dicionário encontra-se a definição de sustentabilidade como “qualidade de sustentável”; sustentável por sua vez é “que se pode manter, suportável” e “que não envolva riscos ambientais”.
Com devida liberdade linguística – pois a reflexão do pensamento é libertária, não se prende a regras gramaticais – por que não pode ser Sustentável adicionado da palavra Idade? Ao propor essas duas palavras unidas, sustentabilidade é significada numa nova denotação: “aquilo que não envolve riscos ambientais durante a vida do homem e dos animais”. Dentre as diversas formas de interpretação desse pressuposto neologismo semântico (CABELLO, 1991, p.31) caminham-se para um contraponto: será que a sociedade estabelecida realmente se comporta de maneira a não envolver (ou desenvolver) os riscos ambientais na vida de todos os organismos? Ou se comporta numa sociedade estabelecida que deseja se manter, no intuito de preservar, não os seres vivos, mas o que está sócio-histórico-economicamente instituído? Que tipo sustentabilidade existe e que tipo de sustentabilidade se almeja?
Referências:
CABELLO. Processo de formação da gíria brasileira. Alfa, v.35, p.19-53, São Paulo, 1991.
DICIONÁRIO Online de Português. Disponível em www.dicio.com.br, acesso em 08 de maio de 2012.
PEZATTI, E. G. A gramática da derivação sufixal: os sufixos formadores de substantivos abstratos. Alfa, v.34, p.153-174, São Paulo, 1990.

Sustentabilidade na Escola

          A edição deste mês da revista Nova Escola (maio/2012 n. 252) traz como matéria de capa a sustentabilidade. No entanto ao ler a matéria o professor se depara com uma abordagem no mínimo inusitada. São apresentados cinco projetos de diferentes escolas que passam longe da questão ambiental. Dois projetos pode se dizer que possuam essa leitura ao trabalhar com desperdício de comida e diminuição na conta de luz, porém estes e os outros três projetos possuem um teor de sustentabilidade na gestão da escola.

Ao apresentar projetos de como diminuir os casos de acidentes, como compartilhar os espaços escolares ou como resolver os desacordos entre professores e alunos, a matéria apresenta o termo sustentabilidade com um preceito básico para relação entre as coisas, e que cada indivíduo que faz parte de um sistema deve fazer o que estiver ao seu alcance para manter o equilíbrio deste sistema. O texto cita o físico Fritjof Capra autor do livro O Ponto de Mutação (Ed. Cultrix) que diz “a sustentabilidade não é uma propriedade individual, mas uma teia completa de relacionamentos”.

Além de apresentar uma breve explicação sobre o surgimento do conceito de sustentabilidade a  matéria proporciona uma oportunidade de percepção do amplo uso do termo inclusive na área da Educação.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Academia Brasileira de Ciência discute Sustentabilidade


A ABC pretende discutir questões acerca do tema da sustentabilidade, com ampla participação de representantes de órgãos governamentais.

Serão oito sessões de caráter multidisciplinar e uma sessão final, que debaterá as conclusões de cada sessão anterior e contará com uma mesa redonda com representantes das instituições envolvidas no Forum on Science, Technology and Innovation for Sustainable Development, evento relacionado à Rio+20, a ser realizado na PUC-Rio de 11 a 15 de junho.

Considerando que o desenvolvimento sustentável requer novos conhecimentos e novas tecnologias, foram escolhidos os seguintes temas para as sessões:

1) ENERGIA – coordenada pelo Acadêmico e diretor-científico da Fapesp Carlos Henrique Brito-Cruz, terá como palestrantes Gilberto Januzzi (Unicamp); Luiz Horta Nogueira (Unifei-MG); Carlos Tadeu (Petrobras) e Paulo Suarez (UnB).

2) INOVAÇÃO DA AGROPECUÁRIA E SEGURANÇA ALIMENTAR – coordenada pelo Acadêmico Elíbio Rech (Embrapa-DF), contará com apresentações de Mauro Rezende Lopes (FGV-RJ), Mauricio Antonio Lopes (Embrapa-DF) e Luciano Paulino da Silva (Embrapa-DF).

3) ÁGUA, ENERGIA E DESENVOLVIMENTO – coordenada pelo Acadêmico José Galizia Tundisi (IIE), a sessão contará com palestras de Maria Tereza Fernandes Piedade (INPA); Bertha Becker (UFRJ); Luiz Pinguelli Rosa (Coppe); Maurício Tolmasquin (EPE) e Mariano Ré (INA-Argentina).

4) FLORESTAS – coordenada pelo Acadêmico Carlos Joly (Unicamp), terá apresentações de Jean Paul Metzger (IB/USP); Adalberto Val (INPA) e Alexandre Aleixo (MPEG).

5) DESASTRES NATURAIS – coordenada pelo Acadêmico Carlos Nobre, a sessão contará com os palestrantes Reinhardt Fuck (Cemaden); Claudia Melo (SWISS RE) e Irasema Ayala (Unam- México).

6) OCEANOS – coordenada pelo Acadêmico Luiz Drude de Lacerda, os palestrantes serão Edmo Campos (USP), Ângela Rebelo (PUC-Rio) e Cesar C. Martins (UFPR).

7) TECNOLOGIA E FORMAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – coordenada pelo Acadêmico Luiz Bevilacqua (UFRJ), terá apresentações de Gilberto Câmara (INPE); Carlos Alberto Aragão (CNPEM); Sandra Zanotto (UEA-AM) e Eduardo Nakamura (INPA).

8) ECONOMIA VERDE – coordenada pelo Acadêmico Ricardo Paes e Barros, a sessão terá como palestrantes Britaldo Silveira Soares Filho (UFMG), Ricardo Abramovay (FEA/USP) e José Gustavo Feres (IPEA).

A programação completa pode ser obtida aqui.

INSCRIÇÕES GRATUITAS pelo e-mail ascom@abc.org.br (estudantes terão direito a certificado de participação), colocando INSCRIÇÃO REUNIÃO MAGNA no assunto e os dados pessoais (nome, instituição, área de atuação e e-mail).